Silêncio e Suporte-Alexandro Bezerra de Araujo

Silêncio e Suporte

时间:2025-12-09

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歌词

Silêncio e Suporte

O silêncio pesa...

Carrego o mundo em ferro e osso, meu alarde é mudo

Meu peito é um cofre de concreto, guardando tudo

Quando a vertigem me consome, eu finjo calma

Aperto os dentes contra o tempo, pra salvar a alma

Não lanço ao vento a minha âncora, nem peço trégua

O mar que ruge aqui por dentro, minha dor navega

Eu amarro o caos em cada braço, num nó cego

E sigo a dança solitária em que me entrego

Se eu me calo, é que a voz já se partiu

Se eu silencio, é pra juntar o que sobrou de mim

Eu danço com a morte, sorrindo pra enganar

Mas por dentro, um naufrágio sem lugar

Se a vida é um fardo de chumbo pra segurar

Na maré revolta, eu juro não me afogar

Teu colo é o único cais que resta pra ancorar

No teu silêncio, a minha guerra encontra paz

Eu vejo teu cuidado, um farol na escuridão

Não cura a tempestade, mas aponta a direção

Tua mão não puxa, não impõe, só me acompanha

Respeita o abismo que se abre na minha entranha

Se eu me calo, é que a voz já se partiu

Se eu silencio, é pra juntar o que sobrou de mim

Eu danço com a morte, sorrindo pra enganar

Mas por dentro, um naufrágio sem lugar

Se a vida é um fardo de chumbo pra segurar

Na maré revolta, eu juro não me afogar

Teu colo é o único cais que resta pra ancorar

No teu silêncio, a minha guerra encontra paz

Não me salve, amor, não tente me erguer

Só senta aqui comigo e me ajuda a não morrer

Teu respeito é a trégua que me faz continuar

O teu olhar honesto me impede de quebrar

Eu luto com a morte, sorrindo pra enganar

Mas por dentro, um oceano sem lugar

Se o mundo é um fardo de chumbo pra segurar

Na maré revolta, eu juro não me afogar

Teu peito é o único cais que resta pra ancorar

No teu silêncio, eu encontro o meu lugar

Se eu me calo, é pra não me partir

No teu silêncio, eu aprendo a respirar

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