Não sei o olhar da flor sem ver o espinho
Que fere ao mesmo tempo em que me encanta
Seduz minha alma canta e se alevanta
Perfuma e deixa o sangue no caminho
Não sei o olfato e a estrela que adivinho
Reluz feito pepita então me espanta
Mas quando a noite é pouca e tanta e tanta
Me deixa essa fragrância sem carinho
Canções de sol de luz de pão e vinho
Teu corpo ceia farta em terra santa
Qual templo onde venera a deusa infanta
E a flor que desabrocha é onde me aninho
Mas vem esse soneto tão daninho
E amarra um nó em rimas na garganta