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Tua sombra deslizou na minha cama vazia,
Um veneno disfarçado em carícia tardia,
Promessas quebradas, risos de ironia,
Segredos sussurrados que ninguém denuncia.
Olhos fechados, disfarce tão claro,
Sussurros que queimam no fundo do cigarro,
E cada toque teu, tão doce e bizarro,
É só mais um ato que morreu no escuro raro.
Foda-se o mundo, teu corpo é juiz,
Me condena em silêncio, me prende e me diz,
Que cada mentira tem gosto de raiz,
E todo pecado passou sem cicatriz.
Teu beijo tem gosto de vinho barato,
Teu corpo um teatro, prazer disfarçado,
Na dança secreta o certo é rasgado,
E o crime se apaga num lençol manchado.
Risadas quebradas, olhar que seduz,
Um jogo sem regras, prazer que conduz,
E o peso da culpa ninguém reproduz,
O erro se esconde na penumbra da luz.
Foda-se o mundo, teu corpo é juiz,
Me condena em silêncio, me prende e me diz,
Que cada mentira tem gosto de raiz,
E todo pecado passou sem cicatriz.
Carne e silêncio, pecado e saudade,
O tempo não pune, só traz liberdade,
E cada ferida que a noite invade,
É só mais um crime que morre em verdade.
Foda-se o mundo, teu corpo é juiz,
Me condena em silêncio, me prende e me diz,
Que cada mentira tem gosto de raiz,
E todo pecado passou sem cicatriz...
Foda-se o mundo, teu corpo é juiz,
Me condena em silêncio, me prende e me diz,
Que cada mentira tem gosto de raiz,
E todo pecado passou sem cicatriz...