Boombap Vivo Vol. 4 (Explicit)-Anderson leite

Boombap Vivo Vol. 4 (Explicit)

时间:2025-04-11

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歌词

Mais mal educado que aluno de escola pública

Anderson Leite e a rima suja é minha rúbrica

isso é mais que música, é via de mão única

nas ruas sou um rei e nem tô usando túnica!

diretamente da Terra do Hopi Hari

Não vi o filme da Barbie

Tava vendo as Barbárie

onde o cimento e o sangue ainda tão fresco

e a irmandade nem sempre tem grau de parentesco!

então sai de ré tio, boombap é fértil

quem diz que ele morreu sofre de disfunção erétil

''Esse é o retorno do boombap'' filhos voltem pro playtation

até porque o boombap nunca esteve on vacation...

então que sobre amor e sempre falte dor

rua é rua em Campinas, São Paulo ou Baltimore...

quero que minha mãe me veja em um Outdoor

e ainda sonho com um mundo em que não se paute cor...

sirvo rimas boas, nao rap de bunda mole

tem gole pra prole, então engole essa dolly

nem procurando Nemo, nem procurando Wally

o peso da minha caneta aposenta até o Anatoly!

Perto dos 43 e bem longe de usar K9

E se remove o love

noiz resolve com a 9

Estilo original nessa era só de xerox

Onde rimam sobre bricks

E em casa jogam Roblox!

Faísca risca nasce o fogo acende o fio é curto o pavio

Rabisca a folha , faz o jogo entende o fato porque não sorrio

Vejo o cenário é muito hilário sentir cada corte

Meu adversário é o empresário que vive na côrte

Embaixo do assoalho para os que tem porte

Não me encaixo, olha o vocabulário mina se comporte

Péssimo aterro deu enchente na cidade são várias comportas

Décimo enterro de um inocente desculpa não conforta

Sorrindo na estrada que derramei suor

O que era conforto hoje já virou dor

Dormindo acordada sou o espinho da flor

Quem dera o torto encontrasse o Senhor

Uh, Ah!

Floresce o verão

O mundo adoece mas ele não verão

Não

Não sou o inverno mas o interno é frio

Vivendo e sendo um eterno sombrio

Me assombra a morte de todos hectares

Não tem mais sombra só mais corte em árvores

Poluição correndo solta nos ares

Morte do irmão em volta nos bares

Vejo a venda casas que foram lares

Como a si mesmo, ame o seu irmão

Ficou a esmo uma contradição

Não conseguimos nem nos amar

Por isso consumimos o que vai nos matar

Maratona carcerária pro jovem sem estrutura

O mau a tona é a diária Vai além quem tem postura

Tonelada literária trago o bem com a cultura

Do cigarro tragou a morte foge se ver viatura

rap de verdade não apertou STOP

rap de mentira virou música POP

Foda se quem ta nisso por IBOPE

disputa de ego nunca vai ser HIPHOP

revolução é molotov no senado

se paga de Nazi vai morrer carbonizado

do submundo ataque terrorista

aqui o noia da facada no turista

recém nascido esquecido no lixo

criado na rua agora é bicho

solto cheio de ódio na veia

já mato safado já puxo cadeia

criminalidade resultado da revolta

pela miséria do cenário desigual

é foda ve gambezim faze escolta

é foda ve de menor de parafal

a loja o ferro o corre o troco

barraco de madeira parede sem reboco

Polícia bandido revolta Pipoco

as mina os mano o RAP os Loco

Os + amigo vai fazer revolução

através da rima e através da pixacao

aqui é 100% Speriferiano

e pé de breque na Favela pede pano

Ando me sentindo num canal de TV do Rick & Morty

Um rico em Marte, um filme de Hitchcock

Um final que te parte, cameras no mictório

Uma tragédia clássica, luta entre o rico e o pobre

Vão se fuder Nathalia Arcuri, Kim kataguiri

E seus argumentos de quinta categoria

Um carnaval sem Mestre Sala então abre alas

que eu vou passar usando as minhas alegorias

Esse aqui ainda é o país do bozo

Que põe as mina pra ser frentista no posto

E usa a comissão de frente pra atrair mais cliente

Pervertidos pela conquista do gozo

E noiz trabalha pelas migalha do bolo

Bater de frente é tomar tiro no miolo

É que se foda o presidente, o povo aceita sorridente

Tudo isso me da nojo, são reflexo um do outro

Isso que é Brasil a nossa pátria armada

Onde uns tão de Armani o resto vai arrumar nada

Olhando pros dois lado atravesso a cidade

Ligeiro com os radar, também com os Haddad

Tanta conspiração! O que será verdade?

O que me restou foi escolher entre o menos covarde

E eu escolhi o mic cê sabe eu não me calo

Pra te dar um esculacho, mano eu tô com Galo

Nem esquerda nem direita, mano eu vim de baixo

E não sucego o faixo, ó as mão cheia de calo

Eu pulo mais que o Mário pra ganha minhas moeda

Sem para brisa, sem para queda

se a meta é o topo eu me jogo de queda livre

Se o RAP salva o Boom Bap vive, Boom Bap vive, Boom Bap Vive

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