160 Km / H e Abrigo-lessa gustavo

160 Km / H e Abrigo

歌手:lessa gustavo

时间:2021-03-05

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歌词

caneta sedenta,

eu sento e lapido o que sinto a 160 por hora,

imbico no grito guardado e se eu o acho: aurora. não. não.

os becos fragmentados que levam minha mente a fora

que levam minha mente embora.

resseco a nascente agora. tinta que flui sem nem esperar resposta.

peco pra quem demora. se dizem luz, mas moram nessa outrora.

atravesso a nossa barreira sonora - encaixo a prosa no baixo sem cordas

renasço no maço - dessas flores mortas

só pulo compasso - pra me sentir vivo só são os humanos - que erram as notas.

por baixo dos panos me sinto vazio.

se bem que somamos nossas histórias

pra no fim do dia se esquentar do frio.

narrativas fracassos choros e glórias

eterno retorno sempre tá contigo

- sou o demônio me esgueiro e provoco

o que tu faria se voltasse ao início? caneta sedenta.

caneta sedenta,

eu sento e lapido o que sinto a

160 por hora, 160

imbico no grito guardado e se eu

o acho: aurora.

becos fragmentados que levam

minha mente a fora - levam minha -

Eram dois postes e muito mais que uma lâmpada

Não pude contar a quantidade de sombras

Que se multiplicavam conforme os passos eram dados

Pior ainda na lombra (4x)

-

Andei olhando pro chão, reparando onde piso

Não achei centavo algum, desperdício

Queria ser mais comum, longe desse precipício

Enxergar problema algum, ser convicto de que tudo faz sentido

De frente com o relativo

Pá e umbigo, útero e cova

Sem cinismo, não existe limbo

Todo lugar, é abrigo

Andei olhando pro chão, reparando onde piso

Andei olhando pro chão...

Sempre a beira do abismo, olho fita o precipício,

enquanto o poço nos cochicha revelando desperdícios,

tempo é ouro na cidade. relicários já não brilham.

me ofereceram hóstias mas hoje eu só bebo o vinho.

me sinto infinito em ondas sonoras onde soletro essas semi-verdades

reflito ao concreto como em miragens num dia qualquer no meio da tarde

rio de janeiro cidade crescente. o caos embebeda a gente.

onda carrega milhares de mentes, plantando sementes onde tu não sente.

paranoia, a velha história. aperta o passo

pra ir embora, longe das sombras, passa reto

sem demora, engole as sobras

apaga as luzes e as pontas, já que estão todas mortas.

entre as contas e respostas prontas nessas mesas postas

amedronta ver o ser que aponta, “faça suas apostas”

se desmonta longe dessas onças e do pronto que há

o medo um do outro é pra todo mundo ficar só no seu lugar

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