
时间:2025-08-22
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Ao som de um farrancho, chego de a cavalo
Apeio no embalo, xúcro de um gaiteiro
Campeio meus troco, rodeio a guaiaca
E o cabo da faca reluz no candeeiro
Já entro pachola, vou pagando a ficha
Uma China me espicha um olhar de sovéu
Vou direito à copa, cutuco a algibeira
E tapeio a poeira na aba do chapéu
Falquejo uma prosa, capricho no trote
Já armo meu bote para uma fandangueira
O gaiteiro bueno de canha se enxarca
E eu, feito um monarca, me vou pra vaneira
Sou de pouca prosa, me agrada entrevero
E até bochincheiros conhecem meu jeito
Tirando retosso, cordeona e guitarra
E o gosto por farra — não tenho defeito
Para o meio do baile, arrasto as chilenas
A noite é pequena, bombeando as mulher
Se acaso puder, a mais linda eu penero
E aparto a que eu quero pra arrastar o pé
Falquejo uma prosa, capricho no trote
Já armo meu bote para uma fandangueira
O gaiteiro bueno de canha se enxarca
E eu, feito um monarca, me vou pra vaneira
No assoalho vermelho, do chão colorado
Eu danço embalado nos braços da China
Esqueço da lida, pendenga e peleia
Quando ela arrodeia, me alisando as crina
Já na outra marca, aquece o assunto
Comigo vai junto na prosa que encilho
É certo o namoro no fim da noitada
É carga dobrada no pingo tordilho
Falquejo uma prosa, capricho no trote
Já armo meu bote para uma fandangueira
O gaiteiro bueno de canha se enxarca
E eu, feito um monarca, me vou pra vaneira