MILONGÃO DA GINETEADA - Joca Martins
Se amanheço mal dormido reinando e de
Bofe azedo
Viro o mate quebro a cuia
Saio coiceando o cusquedo
Acordo quem tá dormindo co's gritos da guaipecada
Faço um tendéu na mangueira dando pau na matungada
Ao adentrar na mangueira uma zebua me atropela
Esfiapo um toco de trama batendo nos corno dela
É vaca cavalo e home disputando o mesmo espaço
Até minha sombra se esconde de medo de entrar pra o laço
Meto o bocal no sebruno que dos mau esse é o pior
Cheguemo lá no palanque os dois lavados de suor
A gineteada é um bailongo e a minha espora faz floreio
Sonho que tô no fandango co'as muchachas do rodeio
Mas há Gineteada linda
É relincho de potro é bufo e mangaço
Tinir de espora
Mas há Gineteada linda
Eu vou lá na grimpa onde a curucaca mora
Mas há Gineteada linda
É relincho de potro é bufo e mangaço
Tinir de espora
O pala atirei pra trás
A alma entreguei no más pra nossa senhora
Saímos eu e o sebruno achatando os macegal
Eu proseando e ajeitando pra não judiá do animal
Destrato chamo de podre
Carne pros corvo no inferno
Golpe grito e manotaço
Chego a embarrar o meu terno
Depois voltemo pra estância os dois com cara de mau
Eu amolentado a golpe e ele encouraçado a pau
Apeio diante o galpão saco o recal e dou lhe um banho
Para que nunca me esqueça passo salmoura nos lanho
Deixo no más um recado pra evitar algum enredo
Nem chegue perto de mim quando estou de bofe azedo
Vou golpear lhe uma nos quexo
Bota aí na minha fatura
Que a changa tá garantida
Na cancha da ferradura
Mas há Gineteada linda
É relincho de potro é bufo e mangaço
Tinir de espora
Mas há Gineteada linda
Eu vou lá na grimpa onde a curucaca mora
Mas há Gineteada linda
É relincho de potro é bufo e mangaço
Tinir de espora
O pala atirei pra trás
A alma entreguei no más pra nossa senhora
Pra nossa senhora