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E corre o mundo, quero ver correr perigo
Nunca negue um abrigo na volta que o mundo dá
Quem desce, sobe, quem sobe, um dia desce
No mundo nada é inerte, você pode acreditar
Não tem fronteira que segure meu cordão
Carro, trem ou avião, vou onde o vento mandar
Eu vou de jegue, vou de burro, vou a pé
Do jeito que Deus quiser, na fé um dia chego lá
Qual é meu mano, qual é minha mana
Qual é meu mano, qual é minha mana
Quem pode, pode, quem não pode se sacode
Quero ver quem se sacode quanto começo a cantar
Que é desse jeito sem fim sem preconceito assim
Faça direito pra vergonha não passar
Tem cada um, cada qual tem sua razão
Lhe digo de coração que a solução é amar
Quem prega ódio se atrasa no negócio
Por isso meu sacerdócio é ver a poeira voar
Qual é meu mano, qual é minha mana
Qual é meu mano, qual é minha mana
Sapeca nega, da um nó na carrapeta
Escancara sua beleza deixa a banda voar
A vida é curta, apesar de toda luta
Sigo firme na labuta para não pirar pirar
A mãe não vê quando o filho para e chora
Só o amigo nessa hora pra peteca não cair
É sempre assim uma mão, lavando outra ou não
A vida é louca, louca, louca de emoção
Qual é meu mano, qual é minha mana
Qual é meu mano, qual é minha mana