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Quando o alerta da última chamada
Faz gelar a pulsação do homem
Ele vê que ao fim de sua estrada
Nada resta – nem o que lhe tomem
Gastou tanto no tempo da passagem
Perdeu tudo na vã ignorância
Segue agora sem rumo, nem bagagem
Terminou-se a era da abundância
Sem virtude para oferecer
Que reduza a pena do castigo
Quando vê o céu escurecer
Busca a fé como último abrigo
O suor que gastou na ambição
E o fel destilado em vingança
Corromperam de vez seu coração
E apagaram a sua esperança
Mas no fim, a sentença inapelável
Perdoou-lhe a dor e o desatino
Pois guardava em sua vida miserável
O amor que herdou desde menino
Sem virtude para oferecer
Que reduza a pena do castigo
Quando vê o céu escurecer
Busca a fé como último abrigo
Sem virtude para oferecer
Que reduza a pena do castigo
Quando vê o céu escurecer
Busca a fé como último abrigo