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Ê ê ê saudade
Saudade que bate forte no coração
Ê ê ê saudade
Saudade daquele tempo que não volta não
Saudade da minha terra ,
da capoeira e dos meus irmãos
Do churras na casa da Selma
Do clássico JG
Ê ê ê saudade
Saudade que bate forte no coração
Ê ê ê saudade
Saudade daquele tempo que não volta não
Quando tive que ir embora
Não achei que iria doer
Deixei a capoeira de lado
E descobri que vim a perder
Mas pra entender tem que viver
E pra aprender tem que ensinar
É saudade, saudade
Saudade de tocar um berimbau,
reco-reco, atabaque, agogô e pandeiro,
Pra cantar com emoção
Os meus versos verdadeiros
Das vivências nas escolas
Dos batizados sempre ousados
E a presença de vários
Convidados,
Mestres, alunos, Professores
Ampliando horizontes e valores
E então, me acomodei
Perdi minha destreza, algum tempo se foi,
mas ficou o tesouro, que por anos cultivado,
o suor que escorria, o pé descalço que congelava,
o bixo pegava sem aliviar,
décadas sem nunca desrespeitar.
De uma rasteira bem dada,
tesoura de costas e aú sem mão, lambida de sirí,
que com classe fazia o chão subir.
Ê ê ê saudade
Saudade que bate forte no coração
Ê ê ê saudade
Saudade daquele tempo que não volta não
Fazem mais de vinte anos
Daquela festa de despedida
Com essa turma maravilhosa
Que levo no peito para toda vida
Perdi tempo e juventude
Tá na hora de recomeçar
E eu não conheço outro jeito
Não tem mais desculpa
“vambora” treinar
Ê saudade , que bate forte no coração
Saudade da minha terra ,da capoeira ,dos meu irmãos
Ê saudade ,que bate forte no coração
Essa luta é ligeira se for Mestre Bimba na roda a jogar
Mas se for seu Pastinha
pode ter certeza ela é devagar