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Num beco em Londres, o frio era rei,
Com fome nos olhos, sem pai, sem lei.
Sapato furado, terno emprestado,
Ele sonha e dança no fio do ato.
No olhar de um palhaço, o mundo é cinza e cor,
Um coração que se parte, mas que nunca se rendeu.
Ele dança na chuva, faz rir quem já chorou,
No olhar de um palhaço, o mundo se transformou.
Criou um vagabundo que ninguém via,
Gentil, tropeçando, trazendo alegria.
Contra a máquina e a guerra, um grito infinito,
Um poeta banido, com sonho invencido.
No olhar de um palhaço, o mundo é cinza e cor,
Um coração que se parte, mas que nunca se rendeu.
Ele dança na chuva, faz rir quem já chorou,
No olhar de um palhaço, o mundo se transformou.
Quando a cortina cair e a luz apagar,
Ele esconde a dor pra ninguém notar.
No silêncio da noite, seu peito vai soar,
A vida é comédia pra quem sabe sonhar.
No olhar de um palhaço, o mundo é cinza e cor,
Um coração que se parte, mas que nunca se rendeu.
Ele dança na chuva, faz rir quem já chorou,
No olhar de um palhaço, o mundo se transformou.
No olhar de um palhaço... em preto e branco o dom.