Tamanho espelho imenso pensar
Quanto silêncio em teus devaneios
No palco, no altar
Vertigens, vestígios, em tanto querer
De um lado o sossego, do outro o motejo
De um lado o segredo, do outro o viver
Tamanha sombra segue do olhar
Quanta ilusão no som que me veio
Do meu despertar
Imagens do vício de tanto querer
Meu olho em segredo, zombando me vejo
Sangrando o amor que atrai meu viver
Meu sofrer, teu brinquedo
Meu vício pairando em teu corpo sem ar
Precipícios brincando em segredo
Suicídio do amor, homicídio do medo
O que mais de minha vida tu queres provar?
O que escapa entre os dedos
Tua doce saliva, teu beijo sem ar
Despertas no peito o desejo
Naquele motejo, chorando me vejo
No palco da vida do teu velho altar
Despertas no peito o desejo
Naquele motejo, chorando me vejo
No palco da vida do teu velho altar
Despertas no peito o desejo
Naquele motejo, chorando me vejo
No palco da vida do teu velho altar