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Os Serranos outra vez por aqui!
É um prazer receber vocês no Galpão Crioulo.
No Galpão Crioulo a gente é de casa,
Sempre chega pelos fundos, nesse racho amigo.
Às vezes, tô me lembrando
Do baile da Mariquinha,
Do xote velho largado
E da rancheira que vinha.
Do café de chaleira
Que a comadre me servia,
Farofa, feijão e mexido
Numa quarta de farinha.
A melhor coisa do mundo
Era o baile da Mariquinha.
Chegava o fim de semana,
Sábado de manhãzinha,
Dava, dava, dava aquele reboliço,
Mexerico de vizinha.
As velhas batiam guizo,
As moças lá na cozinha:
“Vai, bota o vestido novo, Juracema,
Presente da tua madrinha!”
Todo mundo se aprumava
Pro dançar — onde?
No baile da Mariquinha!
E os convidados do baile,
Do baile da Mariquinha,
Uns a pé, de a cavalo,
E outros de carreta vinham.
E começavam a dançar,
Gente grande e pequenina,
Ferravam na meia canha
Com trovas e ladainhas.
Muito casamento deu
No baile da Mariquinha!
Chegava o fim de semana,
Tia Mariquinha
Ia lá pra porteira
Esperar os convidados.
Tia Marica, velha mais faceira
Do que lambari da sanga!
Lá na copa, tia Maria
Era sempre prevenida:
Tinha rosca de polvilho
Com café preto, com açúcar amarelo,
Feijão mexido
E um charquezito bem carregado no sal.
Pros convidados, e o fandango
Corria frouxo deste jeito:
Quando estourava uma peleia,
Entrava a segurança pra botar o respeito, tchê!
E a segurança do baile
Era de primeira linha:
Tinha, tinha, tinha o Zapa no comando,
E lá na copa, o Bijuquinha.
E se estourasse a peleia,
O tio Zapa que atendia,
Tirava a indiada lá pra fora
E no tapa resolvia.
E a alegria continuava
No baile da Mariquinha!