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Nessa madrugada acordei pensativo, várias loucuras na minha cabeça, puto com esse sistema corrupto, as coisas ruins sempre vêm de bandeja.
Tenho um revólver dentro da minha casa, guardado dentro da minha gaveta.
Mas se for pra usar, é sem falha, muita coisa, mano, em cima da mesa.
Tenho meu filho que ainda tá pequeno, eu tenho que pensar, eu tenho que ser forte.
Sei que depois da guerra tem o prêmio, mas às vezes o prêmio da guerra é a morte.
Pensativo na neurose, planejando cada rota do golpe, o labirinto até os malote, armamento, as planta e Deus no toque.
Deus me perdoe e faço minha oração.
Daqui pra frente não tem volta, não.
Hoje eu volto rico pra minha casa
Ou eu volto é dentro de um caixão.
Cheguei de Golf preto lá no calçadão, liguei os infiltrados, o clima tá bom, só tem dois seguranças que tão armado.
Cheguei pelas costas, deitei ele no chão, desci já tava no corre do gerente, chegou no psico mostrando que é mau.
Corta os cabos de rede, desliga o sistema, derruba o detector de metal.
Tenho dois minutos pra encher os malotes, piloto de fuga esperando ali fora.
A fuga tá bem planejada, tem drone lá em cima pra nós passar a rota.
Noite maluca, hoje deu bom, e nos bota eu tô de fuga.
Não me procura, só encontra na madruga.
Sem coração, hoje eu tô solto na rua.
Eu amo tanto essa rotina maluca.