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É isso aí, caos crescente
A gente entra no ônibus e é money fácil
Bota na nossa banca
E mete o pé desse merda
E saí essa bosta da nossa pobreza
Ascende nessa bosta, sacou?
O dia era 12 de Julho
De 2000, estou no ônibus 174
Na zona sul do Rio
O Sandro entrou no ônibus
7 anos antes um Chevette com milicianos
Quase mataram o Sandro à bala
Pra manter a drogas deles em pé
E não mantém a maconha do pé
Tudo isso na frente de Nossa Senhora
Lá em Candelária, coisa pesada macabra
Sandro viu sua mãe ser assassinada aos 8
É duas e vinte de uma segunda-feira
Ônibus ia na linha 174, nós ia pro Jardim Botânico
Um assaltante pulou a catraca
E sentou do lado da janela
Vinte minutos depois, um X9 faz sinal pra polícia
Dois carros encostam no ônibus
Alguns fugiram, tipo o Cobrador e o Motora
Pânico estourado todo mundo com entre as pernas a cola
Dez passageiros, porém
Foram feito de refém
Com uma arma na testa
Luciana quase dirigiu
Mas não conseguiu
Sandro tava irritado, deu um tiro no vidro
A mídia se assustou, ficaram tudo reprimido
Um estudante de Administração foi liberado
Ele apontou uma arma pra Janaína
E ela escreveu"Ele fez um pacto com o diabo"
Também escreveu um terrível recado
"Às seis horas todos no Ônibus vão ser assassinados"
Sandro libera Damiana pra ela receber tratamento
Ela sofreu um Derrame os médicos ficaram loucos
Deitou no chão à mando de Sandro: Janaína
Disse que ia contar até 100, e depois mataria
Fingiu dar um tio e depois disse pro delegado
Já morreu uma, pra morrer outro é fácil
Sandro saiu do ônibus às seis e cinquenta
Usando Geísa como escudo
E logo a polícia alveja os dois e os matam
Dentro da viatura Sandro foi asfixiado
Policiais inocentados, Geísa foi bem enterrada
Disseram que Sandro era inocente, foi pra cova rasa