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# Modão da Saudade
Tô aqui na cidade grande
Perdido entre prédios e solidão
Meu coração ainda é de terra
Batendo no ritmo do sertão
Sinto falta do cheiro de mato
Do café fresquinho da manhã
Da viola tocando baixinho
E do abraço forte de mamãe
Essa saudade não passa
É um aperto que não tem fim
Posso até estar longe de casa
Mas a roça não sai de mim
Meu pai sempre me dizia
Que um dia eu ia entender
Que as raízes da gente
São difíceis de esquecer
Aqui tem luz que não pisca
Asfalto que não tem fim
Mas falta a luz do lampião
E a estrada de chão pra mim
Todo dia acordo cedo
Igual fazia no quintal
Mas ao invés do canto do galo
Só ouço buzina e temporal
Essa saudade não passa
É um aperto que não tem fim
Posso até estar longe de casa
Mas a roça não sai de mim
Meu pai sempre me dizia
Que um dia eu ia entender
Que as raízes da gente
São difíceis de esquecer
E quando a noite chega
Fecho os olhos pra sonhar
Com a fogueira acesa
E as histórias do lugar
Meu coração tá dividido
Entre o futuro e o passado
Mas sei que um dia eu volto
Pro meu pedaço de chão sagrado
Essa saudade não passa
É um aperto que não tem fim
Posso até estar longe de casa
Mas a roça não sai de mim
Meu pai sempre me dizia
Que um dia eu ia entender
Que as raízes da gente
São difíceis de esquecer
Um dia eu volto pra casa
Pra terra que me criou
Porque não importa a distância
Sou filho do interior
E essa saudade que aperta
É o que me faz lembrar
Que as melhores coisas da vida
O dinheiro não pode comprar