Te procurei nas manhãs sem nenhuma cor
Café na mesa, ausência no sabor
As palavras fugiram, sumiram do chão
E o que restou foi um nó no coração
Cada dia sem tua voz fez crescer o vão
A rotina virou um muro na contramão
Tentei falar baixo, gritar no olhar
Mas quem cala demais, ensina a deixar
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Não foi falta de amor, foi de atenção
De ouvir o silêncio, de estender a mão
Nos perdemos num tempo que não mais servia
Fingindo sorrisos por pura cortesia
Hoje ando por aí sem intenção de achar
Mas cada rua me lembra teu jeito de amar
E mesmo aceitando que tudo desfez
Ainda espero, no fundo, um talvez
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O tempo calado cortou como faca
O amor precisa de quem o embala
Se o"nós" virou brisa, cinza no vento
É porque esquecemos do sentimento
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O silêncio e a distância matam por dentro
Como chuva lenta apagando o momento
O que era chama virou esquecimento
E o que era amor virou só pensamento