Diante do espelho
O ego cega
onde reflete a minha Lucidez
no fundo dos meus olhos
É nítido o rancor
Refletem
Turvos de rancor
imagem de um inimigo
Não esconde a dor
E as frustrações que já vivi
frustrações que eu senti
Sóbrio para sobreviver
no espelho me olhei
no reflexo me odiei
Na imagem uma fração
É que restou de mim
O que passou
Nunca amenizou
Não volta mais
No espelho enxerguei, de olhos sóbrios, a escuridão longe da minha lucidez.
O peso em minhas costas Que o corpo suportou, foi muito além do meu limite. Vi tudo que desperdicei no caminho que me fez mal, e assumo a culpa no final.
Vou gritar, dizer"não" a mim mesmo, reagir ao meu medo de errar. Vou reverter todo desejo que sempre me usou, me consumindo ao usar.
Ir contra é me libertar, quando a mente aprisiona a razão e tudo que prometeu.
As vozes que escutei mentiram pra mim que voltar atrás é impossível. Só perde quem aposta, sabendo que arriscou.
Tão incerto e visceral, decidi pelo que é real.