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O céu girou, e no primeiro sopro…
Veio o fogo que não espera.
Veio Áries.
Sou o primeiro grito da alma,
Antes da carne, já queimava em chama.
Não nasci pra fila, nem pra freio,
Sou flecha que voa sem dono e sem erro.
Faço da pressa, espada,
Do medo, escada,
Do peito aberto, cicatriz que vira lenda.
Não sou calmaria,
Sou o trovão que anuncia
A tempestade da ideia que ninguém ousava.
Carrego Marte no sangue,
E a solidão no semblante.
Ser líder é dom, mas também castigo,
Nem todo caminho tem amigo.
Entre razão e impulso,
Meu coração dança com lâmina.
Às vezes me corto,
Mas nunca recuo.
Coragem é meu refúgio,
Mesmo quando a alma implora silêncio.
Sou o fogo que vem primeiro,
A luz que rompe o escuro inteiro.
Não me entenda, me sinta,
Eu sou Áries, eu sou faísca.
Se amo, é pra incendiar.
Se parto, é pra nunca voltar.
Minha paixão não conhece freio,
É céu e abismo num só beijo.
Tiro do caos a poesia,
Da ferida, melodia,
E quando juro por mim, é selado em sangue.
Não existe meio termo na alma que arde.
Fui escolhido pra abrir os caminhos,
Mesmo tropeçando em espinhos.
Meu karma é começar,
Mesmo sem saber onde vai dar.
Mas se Marte chama,
Eu respondo com alma.
Não vim ao mundo pra ser sombra,
Sou o início da jornada,
A centelha que explode e transforma.
No fim de tudo,
Queimarei como cheguei:
Rápido.
Brilhante.
Inesquecível.
Áries.