Yo, escuta…
Nem todo mundo encara o espelho da alma,
Mas a verdade… sempre retorna, firme como a palma.
Silenciosa no tempo, precisa no momento,
Ela rasga o véu e sopra dentro do pensamento.
Cresci num mundo onde a mentira é vestida de ouro,
Mas prefiro o frio do real ao calor de um falso tesouro.
Palavras voam, promessas se esfarelam no chão,
Só quem anda com a verdade enxerga além da ilusão.
Não vendo a alma por aplauso ou curtida,
Minha essência é chama viva — não ferida, mas erguida.
Falam de vitória, mas omitem cada queda,
Querem o topo sem a cruz que sustenta a vereda.
Na linha da verdade, sigo firme sem desviar,
Mesmo que o mundo tente em silêncio me apagar.
Não fujo da luz, nem nego o que sou,
A verdade é meu escudo — foi ela que me moldou.
Olho nos olhos, não abaixo a cabeça,
Quem se esconde na mentira vive preso na fraqueza.
Mas quem sustenta o que fala, mesmo calado, ressoa,
A verdade é flecha aguda que na alma ecoa.
Eles compram vitrines, eu cultivo raiz,
Disfarçam com sorrisos, eu transbordo o que condiz.
A rua ensina o que o livro não ousa escrever,
Que ser verdadeiro dói, mas é o único poder.
E quando tudo ruir,
Só quem tem base vai persistir.
A verdade não morre, ela dorme na sombra,
Mas acorda em fogo e limpa o que o mundo desmonta.
Na linha da verdade, sigo firme sem desviar,
Mesmo que o mundo tente em silêncio me apagar.
Não fujo da luz, nem nego o que sou,
A verdade é meu escudo — foi ela que me moldou.