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No reino do Sul, varrido em tormento,
O povo vivia sem alento.
Pesadelos densos, doenças sem fim,
E ao centro de tudo reinava Carlin.
Os olhos marejados, a alma partida,
Via seu povo perder a vida.
“Se os céus nos negam compaixão,
eu irei buscá-la com minha mão.”
Chamou os anciões ao salão de prata,
E o sonho tornou-se a sua estrada.
No leito fechado, o corpo a dormir,
Mas ao mundo dos deuses ele conseguiu invadir.
Carlin, um homem com um bom coração,
Rasgou o véu da imensidão,
Tomou da arte o seu poder,
Do ar, o dom de renascer,
E até do sonhos, o dom de ver
O que até os deuses temeram saber.
Carlin, o homem que ousou vencer
No plano etéreo de luz flutuante,
Três deuses dançavam em tom arrogante.
Drako sorria com sua arte brilhante,
Desdenhando do humano insignificante.
Carlin perguntou: “Então é assim?
Enquanto o Sul morre, vocês riem de mim?
Escolham um jogo, que eu jogo até o fim.”
E Drako aceitou calando o seu rir.
“Vejamos, mortal, se tens devoção.
Se tua arte vencer minha criação.”
E Carlin jugou sua alma por um fio,
A dor do seu povo acendeu o pavio.
Drako caiu ao chão, vencido em refrão,
Pois o humano guardava um grande dom.
Carlin, um homem com um bom coração,
Rasgou o véu da imensidão,
Tomou da arte o seu poder,
Do ar, o dom de renascer,
E até do sonhos, o dom de ver
O que até os deuses temeram saber.
Carlin, o homem que ousou vencer
Veerren surgiu em véus coloridos,
Tecendo pesadelos em fios retorcidos.
“Durma profundamente, ó rei mortal.
Se escapar, te dou meu dom ancestral.”
Carlin acordou em espelhos quebrados,
Caminhos que levam a gritos calados.
Mas desenhou no chão, com pura razão,
O símbolo solar da libertação.
O sonho partiu-se em devoção,
Veerren tombou, presa em sua própria prisão.
Carlin, um homem com um bom coração,
Rasgou o véu da imensidão,
Tomou da arte o seu poder,
Do ar, o dom de renascer,
E até do sonhos, o dom de ver
O que até os deuses temeram saber.
Carlin, Aquele que ousou vencer
Meredith o levou a um breu profundo,
“Enfrenta meus filhos, que guardam o mundo.
Demônios do vento surgem no ar,
Morra se ousar respirar.”
Carlin entrou na caverna sem cor,
Sentiu o vento rasgar-lhe a dor.
Mas fechou os olhos, ouviu o vazio,
E transformou o silêncio em sombras e frio.
No passo certeiro, o vento caiu,
E Meredith, sem trono, sucumbiu.
Três deuses tremiam na luz dividida,
Sem força, sem canto, sem alma erguida.
Carlin tomou os poderes de punho fechado,
E disse aos deuses subjulgados:
“Se os deuses fogem da dor humana,
então que vivam no mundo que profana.”
E os expulsou do céu radiante,
Jogou-os na terra como andarilhos errantes.
Sem dons, sem glória, sem direção,
Vagando eternos pela criação.
Carlin, um homem com um bom coração,
Rasgou o véu da imensidão,
Tomou da arte o seu poder,
Do ar, o dom de renascer,
E até do sonhos, o dom de ver
O que até os deuses temeram saber.
Carlin, Aquele que ousou vencer