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O céu grita em silêncio, mas ninguém quer ouvir
As ruas transbordam de vozes que fingem sorrir
Erguem muralhas com as mãos que antes pediam paz
Mas no espelho só resta a sombra do que não volta mais
Quantos mundos cabem dentro de um coração vazio?
Quantos deuses feitos de metal já te pediram o frio?
Aqui jaz o homem, preso nas suas correntes
Entre cinzas e glória, escolhe morrer lentamente
Mas há um fogo vivo, queimando além da dor
E só a verdade liberta quem encontra o Amor
A fome se disfarça de luxo em copos de cristal
Enquanto crianças brincam de guerra em um campo mortal
E o riso se vende barato na feira da ilusão
Um corpo é moeda, uma alma em leilão
Quantas vozes sufocadas cabem em um só refrão?
Quantos gritos se perderam no abismo da razão?
Aqui jaz o homem, preso nas suas correntes
Entre cinzas e glória, escolhe morrer lentamente
Mas há um fogo vivo, queimando além da dor
E só a verdade liberta quem encontra o Amor
Não vê que o tempo sangra em tuas mãos?
Não ouve que a terra clama entre os irmãos?
Coragem não é fugir, é encarar o abismo
E escolher a cruz no lugar do precipício
Aqui jaz o homem… mas o túmulo está vazio!
Entre cinzas e glória… nasce o novo desafio!
Há um fogo eterno, queimando além da dor
E só a cruz revela o peso do Amor