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A paisagem ainda empresta a sua sombra
Na mais quente das manhãs do universo
Bebo vinho e seus vapores me entorpecem
Mesmo tempo em que dedilho esse verso
Maltraço tantas linhas quanto posso
Querendo desnudar meus sentimentos
Vasculho no futuro e ele é nosso
Transformo o que quero em pensamentos
Mas há dias em que o sol não aparece
E se arma tempestades no infinito
Chega o medo e a dor se oferece
É quando o peito sangra, chora e jaz aflito
A saudade é tão febril que incomoda
Ricocheteia intensamente no meu peito
Ela vem e toma conta e se acomoda
Até parece que o amor não tem mais jeito
Tendo a chuva ou o céu azul por testemunha
Verifico que a paixão em mim transborda
Você abriu meu peito com uma cunha
Armazenou querer em sua borda
Mas há dias em que o sol não aparece
E se arma tempestades no infinito
Chega o medo e a dor se oferece
É quando o peito sangra, chora e jaz aflito
A paisagem ainda empresta a sua sombra
Na mais quente das manhãs do universo
Bebo vinho e seus vapores me entorpecem
Mesmo tempo em que dedilho esse verso