Café na boca, o mundo para,
sopro quente na madrugada.
A brisa entra pela janela,
e o cheiro da vida me embriaga.
Tem gosto de colo e lembrança,
de infância correndo no quintal.
É mãe chamando pra mesa,
com um sorriso que vale o ritual.
Café é carinho que escorre,
pelas bordas da manhã.
É um abraço em forma líquida,
é ternura que se derrama.
Cada gole é um “vai ficar bem”,
sem dizer, sem julgar,
só sentir, respirar... e amar.
Café é pausa no caos da vida,
é silêncio que sabe escutar.
É aquele tempo que cura feridas
sem precisar explicar.
E quando tudo parece pesado demais,
ele vem leve, feito vento por trás.
Aquece as mãos, acalma os olhos,
café é amor que não tem hora nem cartaz.
Café é carinho que escorre,
pelas bordas da manhã.
É um abraço em forma líquida,
é ternura que se derrama.
Cada gole é um “vai ficar bem”,
sem prometer, sem cobrar,
só sentir, respirar... e amar.
É só café... mas parece amar!