Carta XVIII: 4 LU4, A Lua-Rosenkröjz

Carta XVIII: 4 LU4, A Lua

歌手:Rosenkröjz

时间:2025-11-17

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歌词

A Lua incendeia

A noite desce, no breu da várzea

A lua é nova, ninguém vê

É o tempo de plantar a palavra

Que um dia desses vai crescer

Na minha mente, um universo

Semente escura no meu chão

Guardo o meu rezo, guardo o meu verso

Na concha da minha mão

Essa quietude que me invade

É força pra me benzer

Não é ausência, nem é maldade

É só o querer...antes do Ser

E quando a lua incendeia

Me banha em prata e me reluz

Sou como o mar, sobe a maré cheia

Sagrado Feminino que por inteiro seduz

Da pele brota uma centelha

Um rito antigo que me traduz

A força antiga que espelha

Lua Sagrada no Templo da Luz

No céu, um risco, quase um sorriso

É o crescente, a promessa que vem

Me dá o rumo, me dá o aviso

De ir mais longe, de ir além

Nesse espelho, vejo uma face inteira

Redonda e clara, uma imensidão

Dançando em volta da fogueira

Com as memórias e tudo mais na mão

Mostro meu rosto em puro rubor

É minha força, meu orgulho e respeito

Eu sei o que se passa, amor

Sei quem sou e quem me quer em pleito

E quando a lua incendeia

Me banha em prata e me reluz

Sou como o mar, sobe a maré cheia

Sagrado Feminino que por inteiro seduz

Da pele brota uma centelha

Um rito antigo que me traduz

A força antiga que espelha

Lua Sagrada no Templo da Luz

E o que que eu faço com essa falta?

Quando a luz some no breu

Essa saudade que se ressalta

Mais um ciclo que já se perdeu...

A gente murcha pra ser semente

Desaprende pra se lembrar

Que a força está dentro da gente

Até a lua nova voltar...

A lua minguante é uma candeia

Um candeeiro no meu quintal

Clareia a trilha, a ideia

E Separa o Bem do Mal

É hora de perfumar a casa

Rezar e agradecer então

O que não serve mais, que bata as asas

Deixando mais leve o coração

As bruxas dançam, as feras uivam

A anciã sabe o que fazer

Com a memória, já não se culpam

E com a bênção de morrer pra renascer

E quando a lua incendeia

Me banha em prata e me reluz

Sou como o mar, sobe a maré cheia

Sagrado Feminino que por inteiro seduz

Da pele brota uma centelha

Um rito antigo que me traduz

A força antiga que espelha

Lua Sagrada no Templo da Luz

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