Yo...
Ele veio de longe, sem lembrar quem é...
Mas dentro do peito... a missão ainda arde.
Escuta…
No meio da sombra, ele caminha em silêncio,
Sente o peso do mundo, mas mantém o equilíbrio.
Olhar perdido, mas visão além do tempo,
Ele lê as almas, decifra cada sentimento.
Coração de fogo, alma feita de cristal,
Veio pra lembrar o que é real no mundo irreal.
Vê além da máscara, ouve além do som,
Fala pouco, mas quando fala... é como um trovão.
Rejeita bajulação, não vende ilusão,
A verdade é sua espada, o amor, sua proteção.
Carrega cicatrizes de vidas que esqueceu,
Mas cada dor que sente... é alguém que renasceu.
Viajante da Luz, perdido no caos,
Mas dentro do peito carrega os sinais.
Nas ruas da Terra, espalha a semente,
De um novo mundo, mais puro, consciente.
Viajante da Luz, entre humanos e feras,
Faz da própria dor uma ponte sincera.
Ele não brilha por fama ou poder,
Mas porque nasceu... pra fazer renascer.
Toca o solo e sente a vibração da dor,
Mas transforma em cura com a luz do interior.
Não tem religião, só conexão direta,
Com a Fonte Suprema — pura, discreta.
Já viu impérios ruírem por orgulho e vaidade,
Por isso escolhe ser simples: é onde mora a verdade.
Falam que é estranho, que não se encaixa,
Mas ele veio pra quebrar a matrix e abrir a caixa.
Às vezes chora em silêncio, quando sente a densidade,
Mas fecha os olhos e relembra sua verdade.
É ponte entre mundos, é chama que não apaga,
Mesmo se cair... sempre levanta e encara.
Viajante da Luz, irmão do infinito,
Carrega o céu no olhar, mesmo quando aflito.
Não busca aplausos, só quer cumprir o papel:
Despertar os adormecidos... e abrir o véu.