Cântico do País Emerso-Línguas de Fogo

Cântico do País Emerso

时间:2025-03-21

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歌词

Os previdentes e os presidentes tomam de ponta

Os inocentes que têm pressa de voar

Os revoltados fazem de conta fazem de conta

Os revoltantes fazem as contas de somar

Embebo-me na solidão como uma esponja

Por becos que me conduzem a hospitais.

O medo é um tenente que faz a ronda

E a ronda abre sepulcros fecha portais;

Os edifícios são malefícios da conjura

Municipal de um desalento e de uma Porta.

Salvo a ranhura para sair o funeral

Não há inquilinos nos edifícios vistos por fora

Que é dos meninos com cataventos na aérea

Arquitetura de gargalhadas em cornucópia?

Almas bovinas acomodadas à matéria

Pastam na erva entre as ruínas da memória,

Homens por dentro abandalhados em unhas sujas

Que desleixaram seu coração num bengaleiro;

Mulheres corujas seriam gregas não fossem as negras

Nódoas deixadas na sua carne pelo dinheiro;

Jovens alheios à pulcritude do corpo em festa

Passam por mim como alamedas de ciprestes

E a flor de cinza da juventude é uma aresta

Que me golpeia abrindo vácuos de flores silvestres

E essa ansiedade de mim mesma me virgula

Paula de pátria entressonhada. É um crisol.

E, o fruto agreste da linfa ardente que em mim circula

Sabe-me a sol. Sabe-me a pássaro. Pássaro ao sol.

Entre mim e a cidade se ateia a perspectiva

De uma angústia florida em narinas frementes.

Apalpo-me estou viva e o tacto subjectiva-me a galope

num sonho com espuma nos dentes.

E invoco-vos, irmãos, Capitães-Mores do Instinto!

Que me acenais do mar com um lenço cor da aurora

E com a tinta azulada desse aceno me pinto.

O cais é a urgência. O embarque é agora.

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