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Dependendo da altura do pulo as cores somem como um vulto
A maior parte do planeta ainda é azul
Não sei se acredito na lupa do google
Nas partes verdes tem menores partes cinzas
Cidades vivemos nessas feridas
Se as coisas não melhorarem me mudo pro campo
Pra alguma gruta com estalactites e pepitas de som
Conhecimento é a cura, mas filtre
As únicas fontes não são os livros
Eu observo as ruas e o fluxo continuo de trocas
Buraco de minhoca, arranha céu são alvos, diferente de tocas
Blindo-me do predador tal tatu bola
Não existe absoluta, mas sim diversas fontes
Nascentes pelo teu bairro ou para além do horizonte visível
Pelo subterrâneo de sei lá aonde
Nuvens pesadas se espalham ao redor dos prédios
Fecham seu olho, sinto falta dos remédios
Carros modernos, elétricos, sintético, de soma mentalmente patéticos, o futuro é eclético
Horas de silencio, ponteiros de papelão
Moderno como a morte, ansiedade e confusão
Roupas de marca e comprimidos no chão
Temidos ou não, espaço no vão já é um abismo
Castelo de medo formado por improviso
Overdoses de naftalina, nada mais me contamina além dessa realidade...
Dependendo da altura do pulo as cores somem como um vulto
A maior parte do planeta ainda é azul
Não sei se acredito na lupa do google
Nas partes verdes tem menores partes cinzas
Cidades vivemos nessas feridas
Se as coisas não melhorarem me mudo pro campo
Pra alguma gruta com estalactites e pepitas de som
Conhecimento é a cura.