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No pó da estrada a saudade me chama,
É fogo que arde, é cinza que inflama.
Deixei meu rancho, deixei meu amor,
Na viola carrego o tempo e a dor.
É estrada e saudade no mesmo refrão,
É canto de alma, é dor do coração.
No berrante da vida, no toque da mão,
Eu sigo sozinho, mas levo a paixão.
O cheiro da terra molhada no chão,
É verso que nasce em cada canção.
A lua me guia, a estrela me diz,
Que amar na distância também é raiz.
É estrada e saudade no mesmo refrão,
É canto de alma, é dor do coração.
No berrante da vida, no toque da mão,
Eu sigo sozinho, mas levo a paixão.
A cada porteira que o tempo me abriu,
Um pedaço de mim na poeira sumiu.
Mas no eco do vento, na voz do sertão,
Ouço teu nome, sinto teu abraço, tua mão.
É estrada e saudade no mesmo refrão,
É canto de alma, é dor do coração!
No berrante da vida, no toque da mão,
Eu sigo sozinho, mas levo... a minha paixão!