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Som de estrelas perdido no ar
Rios de sombra fluem devagar
Pedras cantam
Silenciosas
Frias
No ventre da terra
Guardam as vias
E se o céu falar?
E se o tempo calar?
Ecos do infinito chamam meu ser
Na luz que arde
No vento a correr
Ecos do infinito
Tudo a preencher
Na chama oculta
Vou me perder
Chão de brumas
Respiro a ilusão
O horizonte é mais que visão
Luz partida
Renasce em fulgor
Céu de abismos
Silêncio e ardor
E se o corpo for?
E se a alma for?
Ecos do infinito chamam meu ser
Na luz que arde
No vento a correr
Ecos do infinito
Tudo a preencher
Na chama oculta
Vou me perder