Avarandado - Carmen Queiroz
Written by:Benê Zambonetti/Roberto de Oliveira
Quando eu me lembro lá da fazenda
Fogào de lenha a todo vapor
No avarandado nos fins de tarde
Ouvindo histórias com nosso avô
Me dá um nó no peito e na goela
E um marejado de embassá o oiá
Quando a saudade vem do fundo d'alma oi
Feliz de quem tem coisa boa pra lembrar
Quando a saudade vem do fundo d'alma oi
Feliz de quem tem coisa boa pra lembrar
Veja lá veja lá veja lá veja lá
No monjolinho o espelho d'água
A nossa imagem passa sem molhar
Na liberdade de nós dois meninos
Qual passarinho só pra gazear
Me dá um nó no peito e na goela
E um marejado de embassa o oiá
Quando a saudade vem do fundo d'alma oi
Feliz de quem tem coisa boa pra lembrar
Quando a saudade vem do fundo d'alma oi
Feliz de quem tem coisa boa pra lembrar
Na noite grilos sapos violeiros
E no terreiro a fogueira a quentá
Ardia dentro dos meus lábios tensos
Teus tenros lábios a me encendiá
Me dava um nó no peito e na goela
E um marejado de embassá o oiá
Quando a saudade vem do fundo d'alma oi
Feliz de quem tem coisa boa pra lembrar
Quando a saudade vem do fundo d'alma oi
Feliz de quem tem coisa boa pra lembrar
Veja lá veja lá veja lá veja lá
Se o verso é triste e o cantar doído
E o meu sorriso até mudou de cor
Só a memória consola o gemido
Porteira aberta de quem já passou
Me dá um nó no peito e na goela
E um marejado de embassá o oiá
Quando a saudade vem do fundo d'alma oi
Feliz de quem tem coisa boa pra lembrar
Quando a saudade vem do fundo d'alma oi
Feliz de quem tem coisa boa pra lembrar