Azeite, alecrim, o sabor transcende além das curvas da pele
Casa comigo de inteira honestidade e me alivia a sede
Declino de suas promessas sórdidas e me entrego a uma verdade
Meu julgamento é quase sempre falho, mas enxergo alguma lealdade
Muitos animais inquietos na floresta
Indignação formada de segunda a sexta
Pra mim, meu blues é minha festa
E pra você qual é a sua luta
Que poeta entrega sua espada por privilégio
Mecânico, ator, artista limpador de vidraça
Vendidos a certeza confusa de que nada há no futuro
Sentenciamos a inocência da quele que ama fora do círculo desse mundo
Quando vier a dor, simplesmente deixa doer até que se enfraqueça
Sua casa é seu corpo que resiste a quase todo o mal incontrolável
Escuridão e humanos medrosos que seja o que for acontecerá
Minha calma é por pura clareza que suas magoas são facas destrutivas
Estou longe de ser o seu livro rasurado que há tudo sabe
Ou uma cobaia preparada para minha vida entregar pela sua honra de
covarde
Afinal um bom adversário nunca se esconde na toca dos lobos
Pena que o seu verdadeiro lado seja tão distante dos vivos acorrentados
Muitos animais inquietos na floresta
Indignação formada de segunda a sexta
Pra mim, meu blues é minha festa
E pra você qual é a sua luta