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Escolho passar pela rede
que nos distingue
pra reconhecer o que é meu
e o teu, tem de chegar ao fim
Pra me sustentar em pé
preciso ceder à ausência
abri a comporta
deixo mudar a história
olhó sopro da memória
Peneiro o que já não me serve
Passo pelo crivo
Separo o trigo do joio
Planto o que fica
Peneiro o que já não me serve
Passo pelo crivo
Separo o trigo do joio
Planto o que fica
Vou dar à mó
ou vens dar-me a mão?
Seja pele ou pedra
na moagem haverá sempre fricção
Águas passadas não movem moinho
evito o remanso, retomo o caminho
Sou a moleira do meu coração
Peneiro o que já não me serve
Passo pelo crivo
Separo o trigo do joio
Planto o que fica
Peneiro o que já não me serve
Passo pelo crivo
Separo o trigo do joio
Planto o que fica
Devolvo à terra
Devolvo à terra a dor
Devolvo à terra
Devolvo à terra amor
Devolvo à terra
Devolvo à terra a dor
Devolvo à terra
Devolvo à terra amor