Não Chora China Veia / Do Fundo da Grota / É Disso que o Velho Gosta (Buteco a Luz de Velas) (Ao Vivo)-Joel Carlo

Não Chora China Veia / Do Fundo da Grota / É Disso que o Velho Gosta (Buteco a Luz de Velas) (Ao Vivo)

歌手:Joel Carlo

时间:2023-02-17

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歌词

Trabalho a semana inteira numa changa que arrumei

Pra depois gastar na farra tudo que eu arrecadei

Mas pouco importa, como gasto eu sou feliz

Se na semana que vem, faço de novo o que eu fiz.

Sou meio louco, bagaceira, bebo um pouco

Ninguém vai me segurar

Não quero trago de graça, se bobear eu quebro a tasca

E faço chinedo chorar.

Sou meio louco, bagaceira, bebo um pouco

Ninguém vai me segurar

Não quero trago de graça, se bobear eu quebro a tasca

E faço chinedo chorar.

Não chora minha china véia, não chora

Me desculpe, se eu te esfolei com as minhas esporas

Não chora minha china véia, não chora

Encosta a tua cabeça no meu ombro

E este bagual véio te consola.

Fui criado meio xucro e não sei fazer carinho

Se acordar de pé trocado eu taco fogo no ninho

Eu já fiz chover três dias só pra apagar o teu rastro

E se a china for embora, eu faço voltar à laço.

Sou meio louco, bagaceira, bebo um pouco

Ninguém vai me segurar

Não quero trago de graça, se bobear eu quebro a tasca

E faço chinedo chorar.

Sou meio louco, bagaceira, bebo um pouco

Ninguém vai me segurar

Não quero trago de graça, se bobear eu quebro a tasca

E faço chinedo chorar.

Não chora minha china véia, não chora

Me desculpe, se eu te esfolei com as minhas esporas

Não chora minha china véia, não chora

Encosta tua cabeça no meu ombro

E este bagual véio te consola.

Não chora minha china véia, não chora

Me desculpe, se eu te esfolei com as minhas esporas

Não chora minha china véia, não chora

Encosta tua cabeça no meu ombro

E este bagual véio te consola.

DO FUNDO DA GROTA

Fui criado na campanha

Em rancho de barro e capim

Por isso é que eu canto assim

Pra relembrar meu passado

Eu me criei arremedado

Dormindo pelos galpão

Perto de um fogo de chão

Com os cabelo enfumaçado

Quando rompe a estrela-d'alva

Aquento a chaleira

Já quase no clarear o dia

Meu pingo de arreio

Relincha na estrebaria

Enquanto uma saracura

Vai cantando empoleirada

Escuto o grito do sorro

E lá no piquete

Relincha o potro tordilho

Na boca da noite

Me aparece um zorrilho

Vem mijar perto de casa

Pra enticar com a cachorrada

Numa cama de pelego

Me acordo de madrugada

Escuto uma mão-pelada

Acuando no banhadal

Eu me criei xucro e bagual

Honrando o sistema antigo

Comendo feijão-mexido

Com pouca graxa e sem sal

Quando rompe a estrela-d'alva

Aquento a chaleira

Já quase no clarear o dia

Meu pingo de arreio

Relincha na estrebaria

Enquanto uma saracura

Vai cantando empoleirada

Eu escuto o grito do sorro

E lá no piquete

Relincha o potro tordilho

Na boca da noite

Me aparece um zorrilho

Vem mijar perto de casa

Pra enticar com a guapecada

Reformando um alambrado

Na beira de um corredor

No cabo de um socador

Com as mão broteada de calo

No meu mango eu dou estalo

E sigo a minha campeirada

E uma perdiz ressabiada

Voa e me espanta o cavalo

Quando rompe a estrela-d'alva

Aquento a chaleira

Já quase no clarear o dia

Meu pingo de arreio

Relincha na estrebaria

Enquanto uma saracura

Vai cantando empoleirada

Eu escuto o grito do sorro

E lá no piquete

Relincha o potro tordilho

Na boca da noite

Me aparece um zorrilho

Vem mijar perto de casa

Pra enticar com a cachorrada

Lá no centro do capão

Oiço o piar de um nambu

Numa trincheira o jacu

Grita o sabiá nas pitanga

E bem na costa da sanga

Berra a vaca e o bezerro

No barulho do cincerro

Eu encontro os bois de canga

Quando rompe a estrela-d'alva

Aquento a chaleira

Já quase no clarear o dia

Meu pingo de arreio

Relincha na estrebaria

Enquanto uma saracura

Vai cantando empoleirada

Escuto o grito do sorro

E lá no piquete

Relincha o potro tordilho

Na boca da noite

Me aparece um zorrilho

Vem mijar perto de casa

Pra enticar com a guapecada

É DISSO QUE O VEIO GOSTA

Eu sou um peão de estância

Nascido lá no galpão

E aprendi desde criança

A honrar a tradição

Meu pai era um gaúcho

Que nunca conheceu luxo

Mas viveu folgado enfim

E quando alguém perguntava

Do que ele mais gostava

O velho dizia assim

Churrasco, bom chimarrão

Fandango, trago e mulher

É disso que o velho gosta

É isso que o velho quer

Churrasco, bom chimarrão

Fandango, trago e mulher

É disso que o velho gosta

É isso que o velho quer

Saí da minha querência

E me soltei pelo pago

E hoje tenho uma prenda para me fazer afago

E quando vier um piazinho

Para enfeitar nosso ninho

Mais alegria vou ter

E se ele me perguntar

Do que se deve gostar

Como meu pai vou dizer

Churrasco, bom chimarrão

Fandango, trago e mulher

É disso que o velho gosta

É isso que o velho quer

E foi assim que aprendi

A gostar do que é bom

A tocar minha acordeona

Cantar sem sair do tom

Ser amigo dos amigos

Nunca fugir do perigo

Meu velho pai me ensinou

E eu que vivo a cantar

Sempre aprendi a gostar

Do que meu velho gostou

Churrasco, bom chimarrão

Fandango, trago e mulher

É disso que o velho gosta

É isso que o velho quer

Churrasco, bom chimarrão

Fandango, trago e mulher

É disso que o velho gosta

É isso que o velho quer

Churrasco, bom chimarrão

Fandango, trago e mulher

É disso que o velho gosta

É isso que o velho quer

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