Rabisco no muro, palavras confusas
Verdades ocultas em linhas difusas
Cada esquina é um puzzle, peças perdidas
Enquanto os relógios devoram as vidas
Corra, não pare, o tempo te caça
A sombra te abraça, a culpa te amassa
É cada um por si, nesse baile de máscaras
Mas quem é você, sem as suas farsas?
Gente correndo, em completo perigo
O mendigo é rei, o banqueiro é bandido
Semáforos dançam e as faixas piram
E o beat é o som das sirenes que gritam
Rebeldes sem causa tão quebrando o vidro
E eu nesse beat, cuspindo o conflito
O mundo é colagem, fita adesiva
E a mente fritando na perspectiva
O mundo é um glitch, tela rachada
bem vindo a matrix toda bugada
Fantasmas dançam no Wi-Fi instável
O caos se conecta, sinal lamentável
Carros voando, mas sem direção
Corpos parados, mas pulsam no chão
Tensão elétrica, curto no cérebro
E a loucura vira o meu manifesto
Placas girando, o chão tá tremendo
Céu derretendo, e o grave batendo
Poesia em chamas, versos rasgados
Eu vivo no caos, mas não fico calado