No sertão quente, sob o céu anil,
O licuri brilha, um ouro sutil.
Capim Grosso canta, dança o chão,
Pandeiro na mão, sanfona em oração.
Licuri, licuri, doce e sem fim,
O sabor do sertão, raiz de mim.
No compasso do vento, na dança do chão,
É o jazz da Bahia, da nossa paixão.
A sanfona chora, o pandeiro sorri,
E o povo celebra o fruto daqui.
O licuri é verso, é canção,
Na palma da mão, na alma, o sertão.
Licuri, licuri, doce e sem fim,
O sabor do sertão, raiz de mim.
No compasso do vento, na dança do chão,
É o jazz da Bahia, da nossa paixão.
Oh, licuri, pequenino tesouro,
Que transforma a vida em ouro.
Do vale ao monte, do rio ao luar,
É o gosto do amor, é o lar.
Licuri, licuri, doce e sem fim,
O sabor do sertão, raiz de mim.
No compasso do vento, na dança do chão,
É o jazz da Bahia, da nossa paixão.