O mundo enfim silencia-YinGuoh

O mundo enfim silencia

歌手:YinGuoh

时间:2025-10-22

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歌词

O mundo enfim silencia: cessaram as guerras, os celeiros transbordam (transbordam — transbordam)

As cidades respiram como cantos de ninar, as ruas correm como rios sem ondas (rios — rios)

As pessoas ocupam o tempo sobrante em ler umas às outras, dobrando o medo em marcadores de páginas (dobrar — marcadores)

Mas sob esse quadro perfeito, ecoa uma pergunta discreta (discreta — discreta)

Isto é o desfecho escatológico, ou só a continuação de uma aliança? (continuação — continuação)

Será o nirvana do Buda, ou a harmonia descrita por Krishna? (harmonia — harmonia)

Os profetas falaram em parábolas; hoje suas preces refluem em cadências múltiplas (cadências — cadências)

Quando todas as lâminas se tornam colheres, como nomearemos esta paz? (como nomear?)

Uns dizem providência (providência — providência), outros exultam na engenhosidade humana (engenhosidade — engenhosidade)

Há padres em capelas sussurrando, imames em meditação sob luz silenciosa (meditação — meditação)

Monásticos recitam mantras, brahminos entoam ślokas, xamãs transmutam oferendas em pó de estrelas (estrelas — estrelas)

Cada liturgia, cada salam, cada prostração compõe um coro maior (coro — coro)

Filósofos escrevem léxicos novos: pós-escatologia, soteriologia ecológica, conjecturas sobre reconciliação universal (conjectura — conjectura)

Éticos discutem redistribuição de valor; teólogos desenham os limites da salvação (salvação — salvação)

Termos erguem torres translúcidas: ontologia, epistemologia, teleologia (teleologia — teleologia)

Mas no entremeio dos vernáculos eruditos experimentamos uma verdade simples: o amor é a equação primeira (equação — equação)

Ainda assim, uma inquietude se move como sombra sobre a tranquilidade (sombra — sombra)

Se a escassez cessa e o conflito se resolve, o sentido se convertirá em mercadoria? (mercadoria?)

A fé poderá virar traje opcional em vitrines, algo a experimentar? (experimentar — experimentar)

Os templos irão tornar-se museus e os rituais, produtos culturais? (produto — produto)

Invocamos Abraão, clamamos pela misericórdia de Jesus (misericórdia — misericórdia)

Recitamos a compaixão de Allah, escutamos o sussurro de Avalokiteśvara (sussurro — sussurro)

O Tao ensina a seguir o fluxo (fluxo — fluxo), o yoga indica o caminho interior (caminho — caminho)

Todas as tradições permanecem lado a lado (lado a lado — lado a lado), cada devoção é um fio de luz (luz — luz)

No centro desta utopia aprendemos a questionar em vez de decretar (questionar — questionar)

As questões teológicas últimas voltam à forma mais simples: o que é amor? o que é sacrifício? o que é justiça? (justiça — justiça)

Usamos antigas escrituras como microscópios e invenções modernas como lupas (lupa — lupa)

Orações tornam-se diálogo, rituais tornam-se restauração (restauração — restauração)

Esta paz é sedosa e, ao mesmo tempo, estranhamente cortante (cortante — cortante)

Aprendemos humildade no excesso, praticamos moderação na fartura (moderação — moderação)

O fim não está nas respostas — está em admitir que o amanhã é um pergaminho não escrito (não escrito — não escrito)

Ainda assim: não percam a fé; não abandonem a esperança (não abandonem) — este é o nosso surgimento comum (surgimento — surgimento)

(Não sabemos como o amanhã será nomeado)

(Mas ele será o novo normal) — (novo normal)

Segurem firme a fé como quem segura uma lâmpada; aprendam reverência na mudança (reverência — reverência)

Pois seja qual for a forma do mundo, a fé continuará a indicar o caminho (indicar o caminho — indicar o caminho).

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