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Falando em saudade
No vão da cidade
O corpo agitado de quem
Não consegue esquecer
A lua no céu
Banhando de prata
A minha noite vazia
Tão cheia de solidão
Tão cheia de solidão
Me pergunto sobre você
Será que já me esqueceu?
Será que já se acertou
Com outro alguém?
Vou levando o presente
Preso ao passado
E os grilhões da saudade
Retardam o meu caminhar
Com névoa nos olhos
De filme noir
A sua lembrança sufoca
Suspensa no ar
No ar rarefeito
Da fossa total
Se sofrer é direito
Eu sofro afinal
Então eu sofro afinal