**Síndrome de Mim**
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Nasci num mundo que fala alto demais,
Mas nunca escuta quando eu tento dizer.
Me chamam de estranha, me chamam de fraca,
Enquanto eu só vejo o que eles fingem não ver.
Tentei amar num lugar tão vazio,
Onde a bondade é máscara e a fé é emprestada.
Minha família ora, mas o coração fechado,
Pregam salvação — e crucificam minha alma.
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Julgada por ser boa,
Apedrejada por quem invoca o nome d’Ele.
Se escondem atrás de versos santos,
Mas seus espíritos apodrecem em vergonha.
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Senhor, eis-me aqui —
Errei, mas Tu vês quem eu sou.
Se o mundo virar as costas,
Tua mão ainda vem me libertar.
Me chamam de quebrada, insana, impura,
Mas eu só carrego a **Síndrome de Mim.**
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Por que é tão difícil entender
Que respeitar não custa nada — e mesmo assim se recusam?
Não ganham coroa, nem o céu,
Só uma passagem de ida pro fogo que escolheram.
Línguas religiosas molhadas em veneno,
Pregam amor, mas crucificam o sagrado.
Usam a cruz, mas vivem no ódio,
E chamam de santo o ato de julgar.
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Julgada por ser boa,
Condenada por mãos que citam o Senhor.
Falam em línguas, mas nenhuma é amor —
Apenas punhais disfarçados em oração.
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Senhor, eis-me aqui —
Posso ter falhado, mas Tu me redimes.
Se me apedrejarem, me transformas em graça,
E me ergues acima dos gritos deles.
Me chamam de perdida, suja, invisível,
Mas eu só carrego a **Síndrome de Mim.**
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Tu nunca dormes, meu Deus — Tu vês,
Como distorcem Teu nome pra me enterrar.
Mas eu perdoo, pois a Tua misericórdia
Sangra de cada ferida que me fizeram.
A fé deles é oca, suas almas rasas,
Apodrecem em ouro, mas morrem por dentro.
Que engasguem com a própria mentira —
Enquanto o Céu coroa os puros e mansos.
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Senhor, eis-me aqui —
O mundo desprezou a luz em mim.
Mas Tu sussurras: *“Filha, te fiz certa,
Não errada, nem menos — mas livre.”*
Podem queimar suas mentiras e hipocrisia,
Mas jamais matarão a **Síndrome de Mim.**