Condenar pecados
É ato de justiça
E à anátema entregar
O corpo da malícia
Por trás das costas, como é doce
Na teia pegajosa de rumores
Com prazer e paixão
Condenam todos no mundo
Basta descobrir os segredos
E as línguas tremerão
Pum… E já estamos presos
Como vermes no anzol
É um pequeno relato
Não pensem que é romance
É sobre pessoas que têm
Consciência limitada
Como profetas bíblicos
Eles anunciam o que acontecerá
Sem punições concretas
Não durariam muito, já se vê
Seus métodos são “humanos”
Queimar, torturar, espetar
Aqueles que pecam além da norma
Esperam o arbítrio a atuar
Inventam casos
E enganando a todos
Nos dizem quem é culpado
Enquanto escondem seus próprios vícios
É um pequeno relato
Não pensem que é romance
É sobre pessoas que têm
Consciência limitada
—“Nada a temer...”
—“Descobriremos tudo...”
—“Como se ganhavam confiança,”
—“Vocês nos contarão,”
—“Como se fingiam santos...”
É um pequeno relato
Não pensem que é romance
É sobre pessoas que têm
Consciência limitada
Ainda bem que aqui
Não passam de meia centena
Pois caso contrário
Nossas almas sofreriam em sua mão
Não somos santos, claro
Uma colher de sujeira pode existir
Mas a consciência permite
Não esquecermos disso jamais
Enquanto entendemos
Como não nos tornarmos bestas
Não perderemos a nós mesmos
Mesmo que sejam um… exército inteiro
É um pequeno relato
Não pensem que é romance
É sobre pessoas que têm
Consciência… ainda presente
(Consciência… Consciência… Consciência… Consciência…)