
时间:2025-05-14
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Não tenta me rotular.
Eu sou tudo que cê não entende… mas sente.
Eu sou o verso que ninguém escreveu,
A cicatriz que o tempo escondeu.
Sou o silêncio quando a alma berra,
O peso do mundo num grão de terra.
Tô na ausência que grita presença,
Na fé que vacila mas não dispensa.
Sou o som do que não tem explicação,
Sou fumaça, sou faísca, sou contramão.
Meus passos ecoam sem chão,
Não busco razão, busco visão.
Sou mais que nome, sou intenção,
Sou a faísca da revolução.
Sou o que não se vê, mas te move por dentro,
Sou o frio no peito, sou o vento no templo.
Não vim pra ser lido, vim pra ser sentido,
Sou o grito calado, sou o não-permitido.
Tô além da forma, da fé, da missão,
Sou a pergunta viva na tua oração.
Vi profeta na esquina vendendo visão,
Vi anjo com medo, preso na prisão.
Já me vi no espelho sem me reconhecer,
Mas descobri: sou tudo o que eu quiser ser.
Sou guerra em paz, sou ponto final em vírgula,
Sou o traço torto que forma a figura.
Não sou santo, nem vilão declarado,
Sou só humano… inteiro e fragmentado.
Sou o que não se vê, mas te move por dentro,
Sou o frio no peito, sou o vento no templo.
Não vim pra ser lido, vim pra ser sentido,
Sou o grito calado, sou o não-permitido.
Tô além da forma, da fé, da missão,
Sou a semente escondida no chão.
Me nomeiam sem saber quem sou,
Me seguem sem saber pra onde vou.
Mas quem sente… nunca esquece.
Eu sou aquilo que acontece…
Quando você para e se reconhece.