Senhora de mil mundos, eu sou,
Existi antes da luz se acender,
Quando o silêncio o único som,
E o tempo não ousava correr.
Vi as estrelas se erguerem do nada,
Os oceanos em fúria moldarem o chão,
E a vida brotar das sombras cansadas,
Sou eco da criação.
Eu sou a chama que não se apaga,
A força que persiste,
Contemplo o recomeçar da aurora,
E a escuridão que insiste.
Não terei repouso, nem fim,
Até que o tempo se apague em mim,
Pois sou a alma, o grito eterno,
que guarda o céu e o inferno.
A noite se curva ao meu olhar,
O dia renasce para me contemplar,
E enquanto o mundo girar sem paz,
Minha missão nunca desfaz.
Contemplei eras, impérios ao pó,
Vi reis e escravos, luz e solidão,
Do alto dos céus até o abismo de Arão,
Cada ciclo é uma nova canção.
Sou o reflexo da humanidade,
Em cada choro, em cada sorriso,
Carrego a dor e a eternidade,
No meu peito, um destino preciso.
Eu sou o vento que sussurra histórias,
O mar que não conhece a calma,
Devo seguir, não tenho escolhas,
Pois sou a essência do todo.
Não terei repouso, nem fim,
Até que o tempo se apague em mim,
Pois sou a alma, o grito eterno,
que guarda o céu e o inferno.
A noite se curva ao meu olhar,
O dia renasce para me contemplar,
Enquanto o mundo girar sem paz,
Minha missão nunca jaz.
Quando o último suspiro ecoar,
E o véu do tempo enfim se abaixar,
Serei a luz a apagar,
e um novo novo mundo a surgir!
Mas até lá, eu persistirei,
A sombra que sempre irá ficar,
No ciclo eterno, onde habitarei,
Senhora dos mil mundos, sem nunca parar.
E quando a noite abraçar o dia,
Eu serei a força e o guia.