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Nasci onde o chão é seco, mas o coração é rio,
Entre o pó da estrada e o sonho que não desfio.
Com as mãos na terra, aprendi a levantar,
Cada tombo uma nota, cada passo um lugar.
No código da vida, escrevi minha lei,
Entre zeros e uns, vi o que ninguém sei.
De bancos de dados a noites sem dormir,
Carrego um propósito que não sei definir.
Às vezes me perco, onde a alma quer voar,
No silêncio da dúvida, eu tento me encontrar.
Sou um rascunho vivo, com páginas a sangrar,
Um grito no escuro, um fogo a se formar.
Com o rock e a fé, entre o chão e o céu,
Carrego minhas saudades num verso tão fiel.
Para Deus a minha prece, o palco é meu lar,
Cada acorde é um soco que a vida vai curar.
No pôr do sol vermelho, no café que é amargo,
Encontro o que é simples, o que nunca apago.
Cães me ensinam o amor, o que gente esqueceu,
No latido sincero, o que o mundo perdeu.
Nado contra a corrente, pedalo na escuridão,
Meu corpo é meu templo, minha mente é canção.
Às vezes me perco, onde a alma quer voar,
No silêncio da dúvida, eu tento me encontrar.
Sou um rascunho vivo, com páginas a sangrar,
Um grito no escuro, um fogo a se formar.
Com o rock e a fé, entre o chão e o céu,
Carrego minhas saudades num verso tão fiel.
Perdi nomes, memórias, pedaços de mim,
Mas guardo os silêncios que falam sem fim.
No fogão a lenha, no cheiro de pão,
A vida me chama com o pulsar da canção.
Sou tecnologia, mas também coração,
Um verso que é luta, um código em oração.
No xadrez da vida, no jogo sem parar,
Cada passo é um risco, cada queda é tentar.
Sou um rascunho vivo, com páginas a sangrar,
Um grito no escuro, um fogo a se formar.
Com o rock e a fé, entre o chão e o céu,
Carrego minhas saudades num verso tão fiel.
Não sou o destino, nem sei onde vou,
Mas sigo na busca do que me formou.
Um projeto inacabado, com versos a escrever,
Minha história é um hino, que nunca vai morrer.