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Você anda sozinha de noite procurando saber quem foi o culpado pelo crime
Você é uma detetive (por alguma razão)... Você, você sabe que o que aconteceu
não foi uma coisa ordinária... Foi algo terrível.
Esse tipo de crime não pode permanecer assim, impune, nesta cidade horrorosa.
A cidade precisa ser limpa, lavada da escória que fica cometendo esses crimes
esses crimes hediondos de horrores, atrocidades... Esses crimes atroces.
A polícia não vai fazer nada, eles estão comprados já faz muito tempo, você sabe
disso. A polícia é horrível, ela não serve pra nada...
Só você tem o poder de resolver este crime e todos os outros crimes que
acontecem nessa cidade.
Você preparar sua bolsa, pega o seu cartão de transporte, seu cartão de crédito, e
o cartão da academia que você vai infiltrar.
Antes de fechar a porta você verifica que pegou as chaves pra não se trancar do
lado de fora. Custa uma fortuna pra alguém abrir a porta pra você.
É um pouco estranho, você é detetive mas nunca aprendeu a arrombar portas...
Enfim, seus métodos são mais delicados, são mais inteligentes. Você avança em
direção a academia no seu Chevrolet impala. Quando você chega lá, você se dá
conta de que é domingo e a academia está fechada, algo muito atípico para uma
academia nesta cidade. Você vê, hoje em dia, todas as academias ficam abertas
7 dias por semana, 24h por dia, porque
não tem hora pra ficar maromba,
não tem hora pra chegar nos peso
e fazer uma sessão.
Você estranha, você se aproxima da porta, o cartaz diz:
"desculpe pela inconveniência, esperamos voltar ao nosso atendimento normal
amanhã"
Você anda pela floresta, pensando, refletindo. Muito estranho, esses fatos que
andam acontecendo... Tudo muito esquisito. Tudo assim de um jeito que você meio
que, você já nem sabe porque as coisas acontecem nessa cidade como
acontecem.
Mesmo assim você vai perseverar. Você segue, porque você sabe que no meio
dessa floresta você vai encontrar a resposta pro crime que foi cometido.
A academia não trouxe resultados, mas a floresta trará.
Submerso: esse é o mundo no qual você vive, um universo de cabeçá pra baixo,
subterrâneo onde você se afoga a cada dia quando tenta respirar. Você sabe disso. Você sabe que suas tentativas vãs de resolver crimes são apenas uma lenta
morte enquanto você aguarda o seu fim. Mesmo assim, a cada dia você continua,
você persiste, você permanece nesse universo submerso. A justiça que você tanto
busca, ela não existe e você sabe disso. Isso talvez seja a pior parte.
O fato de que não há, nunca houve e nunca haverá justiça.
Apenas vãos pensamentos daqueles que tentam, tentam e tentam, mas no final
falham.
A verdade é que tentativas de mudança são sempre ladeira abaixo nesta cidade
perdida. Você vislumbra o sol refletido através da água, as toneladas e toneladas
de água entre você e a superfície, pensando em como você poderia nadar até o
topo, mas não há solução. Há apenas desespero, caos, desamor, fracasso,
fracasso, fracasso, fracasso, fracasso afinal, de tentar resolver os crimes e isso te
fazer tanto mal.