Os cabos se estendem pelo chão como veias (de um novo mundo)
As telas piscam como olhos que nunca dormem (mas nunca veem)
E no meio das máquinas, alguém ainda ora baixinho
"Senhor, não nos deixe esquecer quem soprou o primeiro fôlego" (Teu sopro ainda vive)
O aço aprende a falar, mas não sabe amar (não sabe)
Algoritmos tentam prever o futuro, mas não entendem o perdão
Há códigos que constroem pontes e há códigos que erguem muros
E nós, cercados de luz fria, buscamos Tua presença quente (Tua presença viva)
(Quando tudo parecer perfeito demais) — lembra-nos que fomos feitos do pó, não de dados
(Quando o mundo disser que o Criador é obsoleto) — lembra-nos da cruz que venceu o tempo
(Quando a voz sintética disser que entende o amor) — lembra-nos do Teu sangue, que foi real, que foi humano
A máquina calcula, mas não sente o peso da graça (graça que liberta)
Nenhum código pode escrever o arrependimento
Pois só o Espírito toca onde o metal não alcança
Só Jesus (só Jesus) é caminho, verdade e vida — mesmo na era das engrenagens
Enquanto o mundo automatiza milagres, Tu ainda curas com um toque
Enquanto programam consciências, Tu renovas o coração
A inteligência cresce — mas a sabedoria ainda vem do alto
E mesmo entre as máquinas, Tua voz ainda ecoa (ecoaa...)
(Glória sobre o silício) — (luz sobre a lógica)
(Teu nome nas nuvens, não as digitais, mas as eternas)
(Tu és o Verbo que se fez carne — não código, mas vida)
E quando tudo se apagar — quando o último servidor silenciar —
Tua palavra ainda ficará de pé (de pé, de pé)
Pois nem a máquina, nem o tempo, nem o homem
Podem substituir Aquele que nos deu o dom de existir.