Carrego tempestades que eu mesmo criei
Espelhos quebrados, me escondo de mim
Cada passo ecoa um erro antigo
E a culpa me serve de abrigo
Tento me ouvir, mas só escuto o silêncio
Me escondo em palavras que eu nunca escrevi
Olho no fundo e não sei quem habita
E mesmo assim, continuo aqui
Eeeeeh eu
Sou um mero fantoche
Da minha própria criação
Estou jogado no mundo
Ainda não aprendi a dizer não (não)
Estou tentando seguir e continuar
Mas primeiro eu preciso me encontrar
E me perdoar...
Já tentei fugir, mas volto ao mesmo lugar
As cicatrizes são marcas que não sei interpretar
Sigo em frente, mas as ruas não têm mais fim
E a cada passo, me perco de mim
Cada erro é um grito que eu não pude ouvir
Cada passo é uma queda que insiste em me seguir
A culpa me domina, mas não quer me deixar
O silêncio me envolve, mas eu não sei mais lutar
E o vazio me chama, mas não sei o que fazer
Cada pedaço de mim pede pra desaparecer
Tento seguir, mas o caminho não é claro
Eu me vejo perdido, mas não posso parar
Tento me ouvir, mas só escuto o silêncio
Me escondo em palavras que eu nunca escrevi
Olho no fundo e não sei quem habita
E mesmo assim, continuo aqui
Eeeeeh eu (eu)
Sou um mero fantoche
Da minha própria criação (oooh)
Estou jogado no mundo
Ainda não aprendi a dizer não (não)
Estou tentando seguir e continuar
Mas primeiro eu preciso me encontrar
E me perdoar...
O pior de mim aprendeu a ficar
E o melhor… ainda procura o seu lugar