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Está chovendo suavemente em meu coração
Ouço uma canção, um velho lamento
Suas palavras, doces como mel
São ventos de outono que trazem tormento
Na escuridão, a noite é sincera
Seus passos distantes me fazem companhia
Vivo entre sonhos e quimeras
Sob o brilho pálido da nostalgia
Fantasmas da meia-noite, dançando no telhado
No escuro sinto seu carinho
Revivo o passado, nosso terno abraço
Mas desaparece ao amanhecer com um breve constrangimento
As memórias são como folhas quebradas
Que o vento leva, sem piedade
Palavras nunca ditas, promessas sussurradas
Agora sou pó, já neva entre meus dedos
O amor se esconde entre os reflexos
Uma névoa fina que envolve cada fragmento
Somos sombras num mundo de sucessos
Gritos abafados em doce tormento
Sinto o peso dos dias que passaram
Sua voz distante, um doce eco
Estou acorrentado aos nossos momentos queridos
Fantasmas inquietos, um fogo cego em seus corações