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Meu destino, mal domado,
Tão sofrenado pela vida afora,
Não tenho buçal nem maneia,
Já corcoveia ao tinir da espora.
Mas o teu olhar ginete
Tem o jeitinho para amansá-lo.
Com os tentos dos teus cabelos,
Trançaste as rédeas dos meus desvelos.
E hoje, ao te ver bailando,
Vou levantando por toda a sala.
Sou o pó do chão batido
Que o teu vestido, ao rodar, embala.
Sou o pó do chão batido
Que o teu vestido, ao rodar, embala.