Nem todo erro é maldade,
Às vezes, é só falta de verdade.
O mal não tem rosto, nem forma definida,
É só luz esquecida, alma adormecida.
É o eco da dor que ninguém curou,
É criança ferida que o tempo moldou.
Não é monstro de capa, nem ser das trevas,
É só alguém que acreditou nas regras.
Cresceu ouvindo que amar é fraqueza,
E que vencer é calar a tristeza.
O mundo ensina a competir, não a sentir,
A conquistar, mas nunca a dividir.
E assim se perde o senso de união,
Troca-se o coração por ambição.
A sombra é só a luz que se perdeu na estrada,
É a alma que esqueceu sua morada.
Mas o tempo cura, o amor convida,
E a vida ensina… até a luz esquecida.
Ninguém nasce mau, isso é construção,
Do medo, da dor, da desilusão.
O sistema fabrica máscaras e dor,
Apaga a essência, distorce o amor.
Mas lá no fundo todo ser é semente,
Mesmo que hoje esteja inconsciente.
A alma quer voltar pro que é real,
Pra fonte, pra origem espiritual.
O mal é ruído na frequência do bem,
É grito calado que ninguém entende.
Mas a luz é paciente, sutil,
E mesmo apagada, ainda é farol infantil.
A sombra é só a luz que se perdeu na estrada,
É a alma que esqueceu sua morada.
Mas o tempo cura, o amor convida,
E a vida ensina… até a luz esquecida.
Não aponta o dedo, não julga o caído,
Todo erro esconde um pedido.
Olha com compaixão, escuta o não dito,
Às vezes o mal é só um grito aflito.
Se hoje você carrega luz no olhar,
Lembra de quem ainda vai despertar.
A sombra não é fim, é travessia,
E a vida ensina… com dor e poesia.