UM BAGUAL CORCOVEADOR (AO VIVO)-João Luiz Corrêa

UM BAGUAL CORCOVEADOR (AO VIVO)

时间:2025-12-01

    使用手机浏览器「扫一扫」

    在手机上保存,获得更好体验

标签
歌词

A tropa vinha estendida

Pastando no corredor,

Eu empurrava culatra

E também fazia fiador.

Num bagual gordo e delgado,

Arisco e corcoveador,

Que se assustava da estaca

E da sombra do maneador.

É brabo a vida de um taura

Que só trabalha de peão.

Nisso, uma lebre dispara

Debaixo de um macegão.

Meu pingo só deu um coice,

Escondendo a cara nas mãos,

Saiu sacudindo o toso

E cravou o focinho no chão.

Tentei levantar no freio,

Mas era tarde demais.

Eu vi uma poeira fina

Formando nuvens para trás.

Berrando, se foi a cerca

E cruzou pro lado de lá —

Parecia uma tormenta

Cruzando em Maçambará.

Se enganchava nas esporas

Sobre a volta do pescoço,

Cortando couro com pêlo

E tirando lascas de osso.

Naquele inferno danado

Bombiei pro meu cebolão,

Regulava quatro e pico

Numa tarde de verão.

Tentei levantar no freio,

Mas era tarde demais.

Eu vi uma poeira fina

Formando nuvens para trás.

Berrando, se foi a cerca

E cruzou pro lado de lá —

Parecia uma tormenta

Cruzando em Maçambará.

Senti a força do vento

Me arrancando dos arreios,

E aquele bicho parecia

Que ia se rasgar no meio.

Deixei manso e de confiança,

Montaria de patrão,

Pois honro o nome que carrego,

Me orgulho de ser peão.

Tentei levantar no freio,

Mas era tarde demais.

Eu vi uma poeira fina

Formando nuvens para trás.

Berrando, se foi a cerca

E cruzou pro lado de lá —

Parecia uma tormenta

Cruzando em Maçambará.

展开显示全部歌词